terça-feira, março 29, 2016

meia maratona de lisboa - DNF


Foi a segunda vez que não terminei uma prova.
Cheguei ao Restelo já passava bem das 8:30, o meu lugar do costume estava ocupado, mais umas voltas ao quarteirão e acabo por ficar em cima do passeio na avenida principal. O autocarro chega já bem para lá das 9:00, algum pessoal já stressado porque já só haveria um comboio. Enlatado até ao Pragal, caminhada e quase uma hora no cardume para poder descer para a ponte já passavam 10 minutos da partida, mais 10 minutos até chegar a esse local, já só se viam os apanhadores de roupa velha. Agora tinha um mar de famílias de mão dada e com farnel à minha frente e não seria fácil ultrapassar, faço a ponte toda a passo na via que tem a malha de aço, consigo dar uns passos de corrida já na descida para Alcântara e começo verdadeiramente a correr quando viro para a “meia” em direcção ao Cais Sodré, está quase só,  e os pensamentos de motivação passavam por ser - “agora é sempre a ultrapassar”. Fui bem até aos 10k mas depois comecei a sentir cansaço e desmotivação, entretanto a minha “reportagem” gopro acabou porque o cartão ficou cheio, já não tinha mais motivos para ali estar e nos 15k em Algés, estava perto do carro e resolvi recolher aos meus aposentos.
Já várias vezes escrevi por aqui que não voltaria a esta prova, mas acabo sempre por voltar pois espero sempre que o evento grandioso sirva de motivação para continuar. Desta vez aconteceu o contrário, fiquei mesmo em baixo com tudo o que se passou, é claro que poderia ter ido 1 ou 2 horas mais cedo, mas já não tenho a pica para isso e depois paga-se… e por isso é que demorei tanto para escrever sobre isto.
Os comentários e observações são os habituais e óbvios:
  • A partida da mini devia ser bem separada da meia por pelo menos meia hora, mas isso estragava a imagem de que estão 35.000 pessoas a correr uma meia maratona em Portugal.
  • Também podiam partir os da meia todos de Algés, mas isso transformava a prova em mais uma meia maratona em Lisboa
  • Nunca se deve desistir, a não ser que não estejamos ali a fazer nada

Aqui em baixo deixo o filme que fiz e o registo GPS.





Abraços  e boas corridas,

1 comentário:

Jorge Branco disse...

Para correr a meia ou se vai cedo ou é mesmo muito complicado.
Eu pessoalmente também já não me meto nisso mas é porque já não me motiva.
Separar a meia da mini meia hora ou mais pode parecer uma excelente ideia. Pode...Mas o problema é as contingências técnicas que a partida daquela prova implica e as coisas não são assim tão fáceis como podem parecer...
A organização tem de trabalhar dentro dos parâmetros que lhe dão e não é a dona da ponte para poder fazer tudo o que quiser é como quiser.
Por vezes fazem-se afirmações algo injustas por não se estar por dentro de todos os parâmetros envolvidos.
Uma coisa é certa a equipa técnica que organiza a prova é extremamente experiente e o Professor Mário Machado é uma referencia a nível mundial no toca a organização de provas e não só. Se não fazem melhor ou diferente é mesmo porque não podem!